13 de jan de 2013

Filme: A Escolha Perfeita (Pitch Perfect)



A Escolha Perfeita (Pitch Perfect) tem estado entre os filmes mais baixados no iTunes, e também entre os álbuns mais baixados da loja. Foi isso que me fez assistir ao filme; fiquei curioso para saber o motivo de tanto sucesso. O fato de ser um filme musical também ajudou, e lá fui eu assistir sem ter lido nenhuma sinopse.

Logo de cara, no início, percebemos que o filme terá uma atmosfera "Glee". Estamos assistindo a uma competição de coros a cappella, daqueles que cantam e fazem os sons dos intrumentos apenas com a boca. Diferente da série da Fox, estamos numa realidade universitária, e não demora muito para ouvirmos da boca de um dos personagens a seguinte frase:

"Se vocês acham que isto é um clube de colégio, onde podem cantar e dançar sobre qualquer problema social ou sexualidade confusa, vocês vieram ao lugar errado.
Aqui não tem isso."


A protagonista Beca (Anna Kendrick) curte mixar músicas e criar mashups. Ela é novata na Barden University, que, por sinal, não é um lugar onde ela quer estar. Beca sonha em trabalhar com música, mas seu pai, que é professor na mesma universidade, insiste em dizer que antes ela tem que se formar na faculdade.

No primeiro dia de aula, ocorre um tipo de "feira" onde os clubes se apresentam, e Beca vê que não se encaixa em nenhum deles, incluindo as Barden Bellas, um coral só de mulheres. Mesmo assim, Beca é incentivada por seu pai a entrar em algum clube, e se depois de um ano ela ainda não quiser estar na faculdade, seu pai a ajudará a se mudar para Los Angeles e seguir uma carreira no mundo da música. Como é de se esperar, Beca vai acabar se juntando às Barden Bellas. Enquanto cantava no chuveiro (já vimos isso em Glee), a garota é abordada por Chloe (Brittany Snow), uma das integrantes do grupo de coral, que a elogia e intima a agora: "Vejo você nas audições!"

Começamos a acompanhar os ensaios dos coros, a rixa entre as meninas das Barden e os meninos dos Treblemakers e suas jornadas até a grande competição nacional. Até lá teremos cenas bizarras, outras engraçadas e performances legais. As cenas mais engraçadas ficam por conta da personagem Fat Amy (Rebel Wilson, que também está ótima em Missão Madrinha de Casamento), que basicamente sustenta todo o filme e sempre rouba a cena. Sem ela, o filme não valeria a menor pena. As escolhas musicais não foram surpreendentes. Temos, entre elas, versões de hits atuais de Jessie J, Brunos Mars, Kelly Clarkson e Rihanna. Em meio a todo o "show", ainda há espaço para um pequeno romance entre Beca e Jesse (Skylar Astin), romance este que soa um tanto superficial, já que a construção dos personagens se perde entre as intenções puramente cômicas.

A Escolha Perfeita é um filme divertido, sem dúvidas, mas não é uma grande comédia. Depois de uma frase como a do início do post, é de se esperar um filme um pouco mais maduro que Glee, já que aquilo foi uma alfinetada bem direta à série de TV. Se não nos fosse contado, poderíamos facilmente dizer que estávamos diante de uma realidade colegial. Talvez tenha sido só uma frase irônica, sem nenhuma intenção de dizer que o filme seria melhor e mais maduro que Glee, o que realmente não é. Com a única intenção de entreter, Pitch Perfect é uma boa para assistir com amigos, sem compromissos ou muita expectativa.

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