10 de out de 2012

Resenha: A Culpa é das Estrelas, de John Green

Sinopse: A Culpa é das Estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. 

A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Título original: The Fault In Our Stars
Editora: Intrínseca
Avaliação: 4/5





Fiquei tão feliz por ter ganho o kit lindo de A Culpa é das Estrelas (esse aqui, ó) no especial #CulpaDoJohnGreen! A sinopse me interessou, achei a capa linda, apesar de simples, e já sentia uma simpatia pelo John Green mesmo sem ter lido nada dele. Depois da ótima experiência com Paper Towns, a curiosidade pra ler outro livro do autor só aumentou.

A Culpa é das Estrelas traz Hazel Grace como protagonista e narradora da trama. A garota de dezesseis anos tem câncer no pulmão e parece deprimida aos olhos de sua mãe, que resolve que a filha deve começar a frequentar as sessões do Grupo de Apoio para Crianças com Câncer e tratar de fazer amigos. Enquanto a mãe de Hazel acha que o grupo será a solução para a depressão da filha, Hazel acha que o grupo é que é "megadeprimente". É numa das sessões que Hazel conhece Augustus Waters, que perdeu a perna para o câncer e, diferente de seus outros colegas, tem uma aparência saudável e bonita. Vejamos a descrição de Hazel...

Na boa, vou logo dizendo: ele era um gato. Se um cara que não é gato encara você sem parar, isso é, na melhor das hipóteses, esquisito, e na pior, algum tipo de assédio. Mas se é um cara gato... na boa...

O autor constrói uma personagem resolvida com sua doença e com a consequência que esta lhe traz. Quem vê de fora talvez pense que Hazel tem um coração de pedra ou algo do tipo, mas não é. Isso não significa que ela não tenha sentimentos; Hazel só não aceita ficar de "mimimi" ou se valer da mesma piedade que as pessoas saudáveis têm das pessoas com câncer. Essa característica tem seu lado positivo, que até permite a garota fazer piada e rir de sua situação; em contrapartida, gera nela um lado um tanto pessimista e incrédulo.

Hazel e Gus (como é chamado) se apaixonam, mas a menina se mostra relutante por se achar uma "granada" prestes a explodir e acabar com tudo. Porém não é tão fácil assim se livrar de uma paixão, né? O livro segue com o processo de conhecimento dos dois, ótimas tiradas, momentos divertidíssimos entre Hazel, Gus e Isaac, e uma viagem cuja missão é bem peculiar.

John Green escreveu uma história realista e triste, mas deliciosa de ser lida. O romance de Hazel e Augustus é original, doce e nada forçado. A naturalidade da narrativa faz com que a leitura flua sem barreiras. Continuo com a opinião de que ele consegue criar histórias contemporâneas sobre jovens, com cenas e linguagem jovens e, ainda assim, manter uma profundidade que gera boas reflexões em qualquer um. A Culpa é das Estrelas não é um livro difícil de ser lido, mas também não é um livro tão fácil de ser absorvido.

A única solução seria tentar desmanchar o mundo, torná-lo negro e
silencioso e inabitado de novo, voltar ao momento anterior ao Big Bang,
no começo, quando havia o Verbo, e viver naquele espaço não criado
e vazio sozinha com o Verbo.

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