31 de out de 2012

Análise: Sandy - Princípios, Meios e Fins

Sandy Leah - Princípios, Meios e Fins

Foi lançado ontem, dia 30, o novo EP da Sandy. No mesmo dia, coincidentemente, o furacão Sandy assolou a cidade de Nova York. Intitulado "Princípios, Meios e Fins", o trabalho foi feito de forma independente, mas foi lançado pela Universal Music, atual gravadora da cantora. Ainda assim, o futuro de Sandy é incerto na Universal, de acordo com a publicação de Meire Kusumoto na Veja. Quanto a qualidade de "Princípios, Meios e Fins", não há incertezas. É um álbum delicioso, intimista e que te prende da melhor forma no modo "repetição".

O EP traz cinco canções, sendo quatro composições de Sandy. Lançado no iTunes, chegou a desbancar a primeira posição de Roberto Carlos entre os álbuns mais vendidos. Vamos para a análise faixa-a-faixa?!

26 de out de 2012

Os melhores (e piores) tweets do apagão do Nordeste


No início da madrugada de hoje, dia 26 de outubro, rolou um apagão em todos os nove estados do Nordeste e parte da região Norte (saiba mais). Em outros tempos, na mesma situação, apenas nos reuniríamos com nossos familiares para conversar um pouco antes de ir dormir, porque só teríamos isso pra fazer; mas hoje, meu amigo, corremos para o Twitter pra xingar muito e tentar fazer piada. Eis aí a seleção das melhores (e piores) tuitadas sobre o #apagão. Bons risos (ou não)!

15 de out de 2012

Promoção: Guerreiros da Esperança


Em parceria com a Editora Arqueiro, o MúsicaTVetc sorteia um exemplar do livro Guerreiros da Esperança de Andrea Hirata. Para participar, basta seguir as instruções do formulário abaixo do Rafllecopter.

Termos e condições:
  • Você precisa ter um endereço de entrega no Brasil;
  • Para participar, basta usar um endereço de e-mail válido ou usar sua conta do Facebook; 
  • O resultado será anunciado depois do dia 16 de novembro de 2012 nesse post;
  • O sorteado deverá responder o e-mail em até 72 horas;
  • O envio do livro será feito pela editora Arqueiro.

a Rafflecopter giveaway

14 de out de 2012

Filme: Bebê de Outubro (October Baby)



Posso dizer, sem dúvidas, que October Baby é o filme mais lindo que assisti esse ano. Vi uns gringos elogiando o filme no Twitter e resolvi assistir sem muita pretensão. Não vi trailer, não li sinopse e a surpresa foi muito boa! Descobri que o filme será lançado em DVD esse mês no Brasil, pela BV Films, com o título "Bebê de Outubro", e que há uma adaptação literária que já estou doido pra ler!

10 de out de 2012

Resenha: A Culpa é das Estrelas, de John Green

Sinopse: A Culpa é das Estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. 

A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Título original: The Fault In Our Stars
Editora: Intrínseca
Avaliação: 4/5





Fiquei tão feliz por ter ganho o kit lindo de A Culpa é das Estrelas (esse aqui, ó) no especial #CulpaDoJohnGreen! A sinopse me interessou, achei a capa linda, apesar de simples, e já sentia uma simpatia pelo John Green mesmo sem ter lido nada dele. Depois da ótima experiência com Paper Towns, a curiosidade pra ler outro livro do autor só aumentou.

A Culpa é das Estrelas traz Hazel Grace como protagonista e narradora da trama. A garota de dezesseis anos tem câncer no pulmão e parece deprimida aos olhos de sua mãe, que resolve que a filha deve começar a frequentar as sessões do Grupo de Apoio para Crianças com Câncer e tratar de fazer amigos. Enquanto a mãe de Hazel acha que o grupo será a solução para a depressão da filha, Hazel acha que o grupo é que é "megadeprimente". É numa das sessões que Hazel conhece Augustus Waters, que perdeu a perna para o câncer e, diferente de seus outros colegas, tem uma aparência saudável e bonita. Vejamos a descrição de Hazel...

Na boa, vou logo dizendo: ele era um gato. Se um cara que não é gato encara você sem parar, isso é, na melhor das hipóteses, esquisito, e na pior, algum tipo de assédio. Mas se é um cara gato... na boa...

O autor constrói uma personagem resolvida com sua doença e com a consequência que esta lhe traz. Quem vê de fora talvez pense que Hazel tem um coração de pedra ou algo do tipo, mas não é. Isso não significa que ela não tenha sentimentos; Hazel só não aceita ficar de "mimimi" ou se valer da mesma piedade que as pessoas saudáveis têm das pessoas com câncer. Essa característica tem seu lado positivo, que até permite a garota fazer piada e rir de sua situação; em contrapartida, gera nela um lado um tanto pessimista e incrédulo.

Hazel e Gus (como é chamado) se apaixonam, mas a menina se mostra relutante por se achar uma "granada" prestes a explodir e acabar com tudo. Porém não é tão fácil assim se livrar de uma paixão, né? O livro segue com o processo de conhecimento dos dois, ótimas tiradas, momentos divertidíssimos entre Hazel, Gus e Isaac, e uma viagem cuja missão é bem peculiar.

John Green escreveu uma história realista e triste, mas deliciosa de ser lida. O romance de Hazel e Augustus é original, doce e nada forçado. A naturalidade da narrativa faz com que a leitura flua sem barreiras. Continuo com a opinião de que ele consegue criar histórias contemporâneas sobre jovens, com cenas e linguagem jovens e, ainda assim, manter uma profundidade que gera boas reflexões em qualquer um. A Culpa é das Estrelas não é um livro difícil de ser lido, mas também não é um livro tão fácil de ser absorvido.

A única solução seria tentar desmanchar o mundo, torná-lo negro e
silencioso e inabitado de novo, voltar ao momento anterior ao Big Bang,
no começo, quando havia o Verbo, e viver naquele espaço não criado
e vazio sozinha com o Verbo.

9 de out de 2012

OIOIOI: "Tufão" vira garoto-propaganda da Vivo

Tufão (Murilo Benício) em comercial da Vivo

No mundo da publicidade é assim: tem que ter as ideias certas e saber aproveitá-las no momento certo. Eu sei porque curso Publicidade e Propaganda. Mentira! Eu sei porque deve ser assim mesmo. E a Vivo acertou em cheio ao usar Murilo Benício, que encarna Tufão sem precisar de explicações, no vídeo promocional do serviço de internet da operadora. É a Vivo se aproveitando do efeito transmídia da novela Avenida Brasil. E tem momento mais certeiro para lançar o vídeo do que logo após o capítulo de maior audiência da novela (até agora)? O resultado foi divertidíssimo! Não podia faltar a camisa polo preta e um alerta de mensagem à la Divino, né?! Demais!

GIF: Carminha Chorando
Carminha clicou em não gostei.

[Atualizado: 10/10/12 às 22:35]
Xiii... Parece que a ideia não era tão certa assim! A Vivo tirou a propaganda do ar em seu canal oficial no YouTube, por infringir regras de relacionamento da Rede Globo com o mercado publicitário. O regulamento de relação com o mercado publicitário da emissora não permite o uso de personagens seus em ações de marketing. Ainda assim, como é de se esperar, é possível encontrar o vídeo pela internet, publicado por outros usuários.

O vídeo foi criado pela agência VML, do Grupo Newcomm cujo presidente é Roberto Justus. O próprio Justus reconheceu o erro e disse: “Um grupo com a nossa experiência jamais poderia ter entrado em uma roubada como esta.” Segundo o empresário, além de ter retirado o vídeo dos canais oficiais da Vivo assim que a Globo reclamou, sua agência está empenhada agora em impedir a reprodução em sites como o YouTube. Mas o impasse não calou os "marketeiros" da Vivo, que se aproveitaram da consequência e criaram outro vídeo para promover o serviço de internet. Veja abaixo:


Com informações de Meio & Mensagem.

6 de out de 2012

Resenha: Guerreiros da Esperança, de Andrea Hirata

Sinopse: A ilha de Belitung, na Indonésia, é riquíssima em recursos naturais, mas abriga contrastes sociais gritantes: de um lado, a grande empresa de extração de estanho, com suas modernas instalações e seus ricos executivos; de outro, o povo nativo, que vive numa miséria indescritível. É nesse cenário que a jovem professora Bu Mus e o diretor Pak Harfan tentam garantir a seus dez alunos o direito inalienável à educação. Eles têm que lutar contra as mais diversas dificuldades, como o estado decrépito do casebre em que as aulas acontecem, as constantes ameaças do superintendente escolar e as gigantescas escavadeiras, prontas para explorar o solo em seu terreno.

Guerreiros da Esperança
Autor: Andrea Hirata
Título original: Laskar Pelangi
Editora: Arqueiro
Avaliação: 3,5/5

E, como é de conhecimento geral, se o coração não sente inveja de alguém com conhecimento, pode ser iluminado pelos raios do esclarecimento.
Como a burrice, a inteligência é contagiosa.
Guerreiros da Esperança traz a realidade de onze crianças da ilha de Belitung, localizada na Indonésia. A história é contada por Ikal, que é narrador e personagem. O livro relata, basicamente, as aventuras e desventuras dessas crianças que estudam na SD Muhammadiyah, uma escola bem precária, e como a professora Bu Mus e o diretor Pak Harfan lutarão pelo direito delas.

A história já começa com uma dificuldade: são necessárias, no mínimo, dez crianças para que a  Muhammadiyah continue aberta. Com a chegada de Harun, a turma é completa, mas isso não garantirá que a escola funcione para sempre. Bu Mus e Pak Harfan precisarão ensinar a essas crianças a acreditarem em si mesmas e incitar nelas o desejo pelo conhecimento, mesmo que não seja tão fácil e agradável ir e estar na escola.

O livro tem poucos diálogos, e foca bastante no dia-a-dia das crianças, o desenvolvimento delas na escola e as amizades que se formam, além do contraste social da ilha. O autor (que é Andrea, mas é homem) tratou de falar bastante da geografia do lugar, o que não vejo como uma característica boa. Pareceu, muitas vezes, que a trama ficava em segundo plano porque o que ele queria era exaltar o lugar em que viveu. Veja bem, nada contra ele explanar isso, mas quando não soa de forma natural na história, chegando a ser uma descrição desnecessária, aí é um problema. Ainda assim, esse deve ter sido um dos motivos do livro ter sido tão bem sucedido na Indonésia e, consequentemente, chegar a outros lugares do mundo.

A capa da edição brasileira é do filme do livro, lançado em 2008 (veja o trailer no final do post). Eu prefiro a outra versão americana da capa (a primeira abaixo); acho que esta teria um apelo comercial melhor, apesar de a segunda se tratar de uma parte bem especial da trama. Guerreiros da Esperança é a primeira parte da série Laskar Pelangi. Os outros livros são: Sang Pemimpi (O sonhador), Edensor e Mayamah Karpov (não foram lançados no Brasil).

A experiência me ensinou algo importante sobre a pobreza:
ela é uma mercadoria.
Gostei do livro e achei que a leitura valeu a pena. Além da história ser bem bacana e semi-autobiográfica, mostra a realidade de um local que eu, particularmente, não conhecia. Já foi um acréscimo cultural, né?! O livro retrata uma realidade bem sofrida, mas quando fui procurar pela ilha no Google só vi imagens lindas. O lugar é um paraíso! Sugiro que veja o seguinte post para ver alguns dos cenários do livro, inclusive a escola na qual o autor estudou e inspirou o livro: Belitung Islands – A Hidden Paradise