26 de set de 2012

The Voice Brasil: primeiras impressões


Estreou no último domingo, dia 23, The Voice Brasil. O reality musical exibido pela Rede Globo é a versão brasileira do original da Holanda. O formato é sucesso pelo mundo e traz um bom diferencial, comparado aos já conhecidos Ídolos e The X Factor. Eu estava superempolgado para a estreia do programa, pois já o via como uma esperança de um reality musical mais sério, que desse mais resultado, sem aquela babaquice (e, por que não?, falta de respeito à música) do Ídolos.

The Voice Brasil traz Daniel, Claudia Leitte, Carlinhos Brown e Lulu Santos como técnicos. Não fiquei 100% satisfeito com a escolha. Eu dispensaria Claudia Leitte e Daniel. Queria muito ver Ivete Sangalo ou Sandy nas cadeiras, mas é claro que também temos outros grandes nomes da música brasileira que poderiam ocupar dignamente esses lugares. Ainda assim, creio que o carisma de Ivete traria outra atmosfera para o programa. Desejos irrealizados à parte, vamos comentar o que aconteceu e o que temos.

16 de set de 2012

Vídeo-Resenha: Exclusiva, de Annalena McAfee


Aqui está, como prometido, a vídeo-resenha de Exclusiva. Desculpem as repetições, enrolações e minha incapacidade de expressão em alguns momentos. Mas dá uma trégua, vai?! Afinal, essa foi a terceira tentativa de gravação (as outras tinham ficado melhores)! :(


• Links:
- Entrevista de Annalena McAfee para Folha de S.Paulo
- Resenha em texto do livro

10 de set de 2012

Na Minha Caixa de Correio #9

Na Minha Caixa de Correio - MúsicaTVetc
Meme criado pela Kristi do blog The Story Siren
Olá, pessoas legais que acessam o blog! :) O Na Minha Caixa de Correio está de volta, e traz uma pequena novidade! Para saber qual é, você terá que assistir ao vídeo! :P Foi uma pequena incrementação, mas que acho que já dá um diferencial pra o NMCC do MúsicaTVetc. Nunca vi isso em outros (não que eu assista muitos), mas, se alguém já fez, JURO que não foi plágio e que não copiei de ninguém. 0:-) ENJOY!


• Chegou:
- Starters, de Lissa Price
- Diário de um Banana, de Jeff Kinney
- A Idade dos Milagres, de Karen Thompson Walker
- Uma Breve História do Cristianismo, de Geoffrey Blainey

• Links:
- Especial Starters (com link do e-book Retrato de uma Starter)
- Resenha de Exclusiva
- Faça o download do aplicativo do blog!
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Até o próximo NMCC! Ah, não esquece de comentar contando o que você achou da pequena novidade! :)

7 de set de 2012

Resenha: Exclusiva, de Annalena McAfee

Sinopse: De um lado, a correspondente de guerra Honor Tait. Ela cobriu praticamente todos os grandes conflitos do século XX, além de ter levado uma vida amorosa movimentada e cercada de mistério. A "Dietrich da sala de redação" hoje tem oitenta anos, tornou-se desconhecida das novas gerações e vê sua carreira declinar. Do outro, Tamara Sim, colunista de um suplemento de celebridades, repórter freelancer movida a emoção e igualmente desconhecida. Quando a segunda é enviada para escrever sobre a primeira, o espaço que separa esses mundos dá lugar a uma guerra tragicômica repleta de segredos, mentiras e prazos apertados. Exclusiva revela com humor e veneno os bastidores do jornalismo, desde o funcionamento dos grandes jornais às eternas picuinhas de repórteres, colunistas e editores. 

Exclusiva
Autora: Annalena McAfee
Título original: The Spoiler
Editora: Companhia das Letras

"É claro que não. Você não entende nada. Por que entenderia?"
Era uma dupla maldição: confiança e ignorância, pensou Honor.
Recebi a prova antecipada de Exclusiva no dia 10 de julho (Na Minha Caixa de Correio #7). O livro era minha prioridade na "fila", afinal era uma ~prova antecipada~! :P A leitura anterior tinha sido Deslembrança, uma literatura totalmente diferente e quase oposta a de Exclusiva, que é um livro adulto. Minha experiência foi muito arrastada. Li boa parte do livro porque queria acabar, não por estar gostando. As coisas começaram a ficar mais interessantes depois da metade...

Exclusiva traz duas protagonistas. De um lado a repórter de guerra Honor Tait, de 80 anos; do outro a jovem jornalista Tamara Sim, que escreve sobre celebridades e é freelancer. O começo, confesso, é muito chato. Principalmente para quem está acostumado com leituras jovens, de narrativas e vocabulários mais contemporâneos. As adjetivações excessivas chegam a irritar! E essas partes mais irritantes são as partes de Honor Tait. Tudo que envolve a vida dela parece ser um saco! Tão "saco" que, quando partimos para o ambiente da Tamara, tudo que a gente consegue fazer é torcer por ela e querer mais páginas sobre a moça. Quando essas páginas acabavam, eu pensava "lá vamos nós para o mundo chato de Honor...".

Honor Tait foi responsável por matérias de grande importância como, por exemplo, sobre Guerra do Vietnã e o Dia D, na Segunda Guerra Mundial. Mas agora, aos oitenta anos, ela não tem tanta relevância no mundo do jornalismo. Apesar disso, Honor irá lançar um novo livro com relatos de várias de suas experiências passadas como jornalista. Para a divulgação gratuita do livro, Honor terá que ceder uma entrevista em seu apartamento para uma revista, falando um pouco sobre sua vida e seu futuro lançamento.

Tamara será a responsável pela entrevista. Ela recebeu o convite da editora da revista S*nday, e logo aceitou, sem poupar elogios à Honor e dizer que a admirava muito. Mas, na verdade, Tamara nem sabia que Honor ainda estava viva! A jovem agarra a oportunidade como uma chance de ascender no mundo jornalístico. Logo fica claro que Tamara se meteu em algo que vai além de seus conhecimentos. Ela não nega suas raízes, o mundo das celebridades, e acaba querendo arrancar fatos sobre a vida pessoal de Honor. Mas a entrevistada se mostra nada simpática e aberta para essas questões.

O livro segue com o "pós-entrevista", com Tamara determinada a elaborar sua matéria e Honor a terminar seu livro. Ah, e também alguns fatos das vidas privadas das duas, é claro! A verdade é que será preciso muita força de vontade para ler esse livro, para quem está acostumado com livros jovens e de vocabulário mais contemporâneo. Como eu já disse, só depois da metade é que começa a ficar interessante e a realmente prender.

Enquanto eu me lamentava de estar lendo sem gostar, pensava que se o livro não tivesse um bom final, a nota seria 2, o classificando como um livro regular, mas o final bom veio! É uma reviravolta excelente! Todo jornalista e estudante de jornalismo deve ler! Ainda assim, será que o final bom compensa grande parte da má experiência? Não sei, por isso preferi não avaliar esse livro com nota.

Ps.: Queria comentar mais coisas, mas não vou soltar spoilers. Então decidi fazer um vídeo-resenha com spoilers, porque eu tenho muito mais coisas pra falar sobre Exclusiva! :)

Assista: Vídeo-resenha - Exclusiva, de Annalena McAfee

5 de set de 2012

Por que o Ídolos não passa de um péssimo programa de humor

Supla - Ídolos

Primeiro quero deixar claro que não tenho nada contra a reprodução de formatos. Bons programas devem ser importados, desde que consigam manter a qualidade original. Mas manter qualidade tem sido algo difícil para a produção televisiva do Brasil há muito tempo.

Ontem começou mais uma temporada do Ídolos, versão brasileira do britânico "Pop Idol", formato mais conhecido pela extremamente bem sucedida versão americana, "American Idol". O Ídolos chegou ao Brasil em 2006, no SBT. Lá o programa teve duas edições. A ganhadora da segunda, Thaeme Mariôto, está até aparecendo bastante na TV ultimamente. Parece que a moça cedeu à moda da indústria, formando uma dupla de sertanejo universitário. Ai, ai... O programa continuou em 2008, dessa vez na Rede Record, na qual vem sendo exibido até hoje.

O "American Idol" revelou grandes vozes e sucessos incontestáveis no cenário da música americana e mundial. Os vencedores mais conhecidos, no caso vencedoras, são Kelly Clarkson e Carrie Underwood, que hoje desfrutam de carreiras sólidas. Não é o que acontece por aqui. Você se lembra o nome do vencedor da última edição do Ídolos? E da penúltima? Pois é... Por que será que os supostos novos "ídolos" brasileiros não vingam?

A edição de 2010 (7ª temporada brasileira, e 5ª na Record) troca Rodrigo Faro por Marcos Mion como apresentador. O Rodrigo não era lá grande coisa, mas parece que o Mion traz a atmosfera de fracasso, decadência e falta de graça do Legendários. Mas antes fosse esse o grande problema do programa! Essa nova temporada traz nada mais nada menos que Supla (quem?) como jurado. Um júri, segundo o dicionário, é a comissão encarregada de julgar o mérito de alguém ou de alguma coisa. Uau! Que responsabilidade, hein? Mas quem diabos é Supla para julgar o mérito de alguém quando se trata da formação de um "ídolo", alguém que cante bem e provavelmente terá sucesso no mundo da música? Quais são as competências desse rapaz, cujo maior feito deve ter sido participar da Casa dos Artistas (se você não tiver a mínima ideia do que seja isso, considere-se uma pessoa de sorte)?

Como se não bastasse, a emissora do bispo ainda estreia o Ídolos Kids. Ah, claro! Tudo que o país precisa é de um ídolo mirim! SRSLY?? Mas a falta de noção não para por aí!!! Quem compensa Supla no júri da versão infantil, que promete ser tão boba e ineficaz quanto a adulta, é Kelly Key (que desistiu da carreira de cantora! \o/) e João Gordo, acompanhados de Afonso quem? Nigro. OH NO! Precisa mesmo de comentários? Resta saber se um dos três exercerá o papel ridículo do Marco Camargo, e ironizará e humilhará as crianças da competição.

Se você sonha em ser um cantor ou uma cantora bem sucedida, é melhor jogar um vídeo no YouTube que dá mais futuro. Fuja da maldição do Ídolos. Tente o The Voice Brasil! Este sim promete levar música a sério e trazer um novo talento para o cenário musical brasileiro. Além do formato ser mais interessante (julgar apenas pela voz), o programa será exibido na Globo. Pensem comigo. A Globo nunca irá querer um vencedor do Ídolos em seus programas. Mas é claro que todas as outras emissoras se renderão caso o vencedor do The Voice Brasil faça sucesso. Além do Ídolos ser ruim, ainda sofre boicote da "grandona"! Bem feito.

O Ídolos não passa de um péssimo programa de humor porque não leva a música a sério. Pelo contrário, só contribui para a banalização da mesma. Isso é tão verdade que ele é mais conhecido pelos candidatos ruins do que pelos bons. O programa passa mais tempo exibindo performances bizarras e humilhações gratuitas desnecessárias do que, de fato, aqueles que se saíram bem e podem ser o possível ganhador, a quem eles darão o título de "ídolo". A única marca que o showzinho deixa são vídeos "engraçados" no YouTube. É autossabotagem, piada de si mesmo e tentativa frustrada de qualquer coisa.