30 de jul de 2012

Resenha: Paper Towns, de John Green

Sinopse: Quentin Jacobsen passou a vida amando de longe a magníficamente ousada Margo Roth Spiegelman. Então, quando ela abre uma janela e sobe para a vida dele – vestida como um ninja e o convocando para uma engenhosa campanha de vingança – ele vai atrás. Depois que a noite dos dois acaba e um novo dia começa, Q chega na escola e descobre que Margo, sempre um enigma, se tornou um mistério. Mas Q logo descobre que há pistas, e elas são para eles. Impelido por um caminho desconectado, quanto mais perto ele chega, menos Q vê da garota que ele achava que conhecia.

Paper Towns
Autor: John Green
Origem: Estados Unidos
Editora: Speak
Avaliação: 5/5




O que falar de um livro que te deixa com um misto enorme de sentimentos no final da leitura? Que complicado! Foi assim que me senti quando terminei de ler Paper Towns. Foi meu primeiro livro em inglês, e até que me saí bem. Gostei MUITO da narrativa do John Green e dos personagens (saudades deles já ;__;), e de como a história é jovem, divertidíssima e ao mesmo tempo profunda e cheia de significados.

The guy just rolled his eyes and walked away, and Margo's hand lingered for a minute and I took the opportunity to put my arm around her. "You really are my favorite cousin," I told her. She smiled and bumped me softly with her hip, spinning out of my embrace.
"Don't know it," she said.

Quentin Jacobsen, ou Q, como é chamado por seus amigos, é vizinho da incrível Margo Roth Spiegelman desde quando eram crianças. Em outros tempos eles até brincavam juntos, mas hoje ela é o tipo de garota linda e popular da escola, enquanto ele anda com sua trupe de "nerds". Mesmo depois de se afastarem, Q parece que sofre uma paixão platônica por Margo, uma idealização da garota.

"That always seemed so ridiculous to me, that people would want to be around someone because they're pretty. It's like picking your breakfast cereals based on color instead of taste."

Um dia, para surpresa de Quentin, Margo aparece na janela dele o convidando para uma aventura vingativa contra algumas pessoas durante a madrugada, e esse é o momento que eu não conto o porquê disso e deixo você curioso para ler o livro. Enfim, eles saem na minivan da mãe de Q na madrugada e têm essa aventura louca e divertida pela cidade de Orlando. Quando essa noite termina, Quentin tem a esperança de que tudo mude depois disso. Margo vai voltar a falar com ele, talvez até ande com seus amigos e sente com eles no refeitório. Mas a garota não aparece na escola, nem no dia seguinte, nem no outro e nem no próximo.

Não é estranho que Margo suma por alguns dias, afinal ela já fez isso várias vezes. É por esse motivo que seus pais não se mostram preocupados, pelo contrário, se mostram cansados e meio que "desistem" de se preocupar com a filha. Mas Q estranha que Margo suma por tantos dias, ainda mais depois da noite que tiveram, e acaba descobrindo que ela deixou pistas para ele. Junto com seus amigos, Quentin vai juntar todas as peças para tentar encontrar Margo.

So yes, like Ben, I harbored ridiculous prom fantasies. But at least I didn't say mine out loud.

O mistério em torno do sumiço de Margo é muito bom! E o bacana é que em meio a tudo isso há sacadas e analogias muito interessantes, que fazem você ficar pensando na vida, sabe? Ao mesmo tempo você vai rir muito com as pérolas de Ben e Radar, os amigos de Quentin. Foi isso que admirei na narrativa do John Green. É um livro sobre jovens, com cenário jovem, trazendo muitas "palhaçadas" de jovens, mas ao mesmo tempo tem um conteúdo muito forte e que serve para todas as idades.

O final me deixou com sentimento de impotência, eu queria mudar aquilo, eu fiquei com raiva, eu queria que não fosse assim, mas aceitei porque foi verdadeiro. Enfim, amei o livro! :') Ah, outra coisa que me fez gostar ainda mais foi o fato de ter um protagonista e narrador masculino. Isso faz MUITA falta no universo YA! :P Então está super recomendado! Não vejo a hora de ler outros livros do John Green.

The town was paper, but the memories were not.

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