30 de abr de 2012

Resenha: Marley & Eu, de John Grogan

Marley & Eu (Marley & Me) - John Grogan
Sinopse: John e Jenny tinham acabado de se casar. Eles eram jovens e apaixonados, vivendo em uma pequena e perfeita casa, sem nenhuma preocupação. Jenny queria testar seu talento materno antes de enveredar pelo caminho da gravidez. Ela temia não ter vindo com esse 'dom' no DNA, justamente porque matara uma planta, presente do marido, por excesso de cuidado - afogando-a. Então, eles decidiram ter um mascote. Vão a uma fazenda, escolhem Marley, ao tomar contato com uma ninhada, porque também ficam encantados com a doçura da mãe, Lily; depois têm uma rápida visão do pai, Sammy Boy, um cão rabugento, mal-encarado e bagunceiro. Rezam para que Marley tenha puxado à mãe, porém suas 'preces' não são atendidas. A vida daquela família nunca mais seria a mesma.

Marley & Eu
Autor: John Grogan
Título original: Marley & Me
Editora: Ediouro
Avaliação: 5/5

É verdade que Marley & Eu não é mais tão comentado. O ápice de vendas foi depois do lançamento do filme no Natal de 2008. Eu tenho o livro há mais ou menos uns três anos, e só resolvi ler agora. O filme é muito bom e foi o que me motivou a ler a história verídica de John Grogan e seu cachorro labrador.

John teve experiências com cachorros na infância, e inicia o livro com um breve relato sobre um cão que tivera, chamado Shaun. John o considerou um cão perfeito, e Shaun determinou o padrão para suas futuras escolhas na hora de comprar um cachorro.

Após quinze meses de casados, John e Jenny decidem que é a hora de terem um cãozinho. Após descobrirem um anúncio sobre a venda de labradores, os dois vão até a casa da vendedora para ver os filhotes, e é baseado no padrão "pós-Shaun" que escolhem seu novo cão, que mais tarde seria chamado Marley. A partir dessa escolha o livro segue com relatos da vida do casal e seu novo cão, desde os anos "adoráveis" de filhote até a fase adulta. Esses relatos, em sua maioria, são compostos das travessuras de Marley, que, definitivamente, não era um cão fácil. Destruidor, à prova de treinamentos, hiperativo. Esse era o "pior cão do mundo" (como diz o subtítulo) que, por incrível que pareça, trouxe uma lição de vida para seus donos.
Com o passar dos anos, adotamos uma postura filosófica em relação aos estragos, que se haviam tornado menos frequentes (...) Na vida de um cão, era comum as paredes terem a pintura arranhada, as almofadas se abrirem e tapetes rasgarem. Como qualquer relacionamento, esse tinha seu preço. E acabamos aceitando este preço em troca da alegria, diversão, proteção e companheirismo que ele nos proporcionava. Poderíamos ter comprado um pequeno iate com o que nós gastamos com nosso cachorro e tudo que ele destruiu. Mas, me pergunto: quantos iates ficam esperando junto à porta o dia inteiro até você voltar? Quantos vivem esperando a chance de subir no seu colo ou descer a colina com você em um tobogã, lambendo seu rosto?
O livro, como o título indica, vai além do cão e abrange John, seu trabalho e sua família. É totalmente bem sucedido no que propõe. Apesar de parecer um tema pobre e vago, consegue ir além de uma simples história sobre um cachorro. É cheia de acontecimentos divertidos (claro, pimenta nos olhos dos outros é refresco) e sentimentalismo. É muito bem escrito e tem uma narrativa deliciosa! Para os fãs de cachorros é um prato cheio! Quem já teve afeto por um cão sabe como ele é capaz de trazer muita alegria e amor para um lar, apesar de todo trabalho que criá-lo requer. Criar um cão pode não ser fácil, mesmo quando o cão tem um mau temperamento, mas vale a pena. Marley & Eu é isso.

A adaptação cinematográfica de 2008 (veja no filmow) é tão legal e emocionante quanto o livro, apesar de vários pontos serem omitidos e modificados. Ah, vocês sabiam que o Marley verdadeiro participou de um filme lançado em 1996? O título do filme é "A Última Jogada", e abaixo segue um vídeo com a junção de todas as cenas nas quais o cão aparece. Ele era enoooorme e lindo! :-)


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