24 de mar de 2012

Filme: Jogos Vorazes

Jogos Vorazes (The Hunger Games)


Essa última sexta-feira, dia 23, foi o dia da estreia de Jogos Vorazes (The Hunger Games) nos cinemas para a nooossa alegria. O filme era aguardadíssimo pelos fãs da trilogia de livros de Suzanne Collins. Eu estou quase terminando o segundo livro, Em Chamas, e você pode ler a resenha do primeiro clicando aqui.
Uma sinopse rápida: Em Jogos Vorazes os Estados Unidos não existem mais. Num mundo pós-apocalíptico, a América do Norte é formada por Panem. O país possui 12 distritos mais a Capital, e é liderado pelo presidente tirano Snow. Após tentativas de ataques rebeldes contra a capital, há anos atrás, o governo de Panem criou os Jogos Vorazes. No evento anual, 24 jovens de 12 a 18 anos (chamados tributos) são escolhidos para lutarem numa arena onde apenas um sairá vencedor. Os Jogos são exibidos ao vivo para toda a população, como um reality show.
Fui assistir na sessão legendada de 15h, no Maceió Shopping. Cheguei cedo e logo vi fãs com camisetas andando pela praça de alimentação... Tinha até uma menina que fez cosplay de Katniss (eu deveria ter tirado uma foto com ela, mas fiquei com vergonha :P). Quando me dirigi ao cinema, vi que tinha uma galera maior e bem animada por lá. Do começo ao fim do filme foram só gritos, risos e "ooooh" toda vez que a lindinha da Rue aparecia. Até levei plaquinha do Distrito 13 e Capital Adverte pra colar na praça de alimentação! Foi bem divertido, apesar de eu ter ido sem companhia. #ForeverSozinho

Atenção: os comentários a seguir contêm informações sobre algumas cenas do filme, que podem ser consideradas spoiler por alguns.

Que balanço é esse?
Várias críticas publicadas antes da estreia comentavam sobre a câmera trepidante. E ela é perceptível logo no começo do filme, na apresentação do Distrito 12, onde mora a protagonista Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence). Vou confessar que não é muito agradável, e que pensei que essa "técnica" seria usada mais nas cenas dos jogos, na floresta, na correria; não achei apropriado usá-la logo no começo do filme, especificamente naquelas cenas.

A trilha sonora
O álbum de músicas inspiradas pela história, que vai de Kid Cudi a Taylor Swift, vendeu 150.000 cópias em apenas um dia! [¹] E o álbum é muito bom mesmo! Mas as músicas que tocam durante o filme são apenas instrumentais. O que faltou? Um rock nas cenas de ação! A primeira grande cena de ação, quando os tributos correm para a cornucópia, não tem uma trilha que dê peso à violência e ao desespero. Não curti.

A violência
Já muito se falava sobre as cenas de morte. Tudo que li dizia que o filme não era focado nelas (assim como o livro também não foca), e que não havia tanta violência. Acho que eu fui ao cinema esperando muito menos, porque fiquei super satisfeito com as cenas de morte. Há sangue e violência o suficiente para que a seguinte mensagem seja passada: eles são humanos como você e, sim, eles têm que se matar se quiserem sobreviver. Gostei!

Elenco de Jogos Vorazes (The Hunger Games cast)

As atuações
Não preciso nem falar que Jennifer Lawrence arrasou, né? A menina só recebe elogios! Na última cena de Katniss com Cinna (Lenny Kravitz) antes de entrar na arena, o tremor "encenadamente natural" é bem perceptível! No filme, ao contrário do livro, os pensamentos de Katniss não são externados, mas Jennifer tratou de transmití-los pela expressão corporal! Toda talentosa, linda e profissional (ao contrário de algumas vampiras)! A atuação de Josh Hutcherson (Peeta Mellark) também está sensacional. Ele conseguiu a imagem certinha do Peeta apaixonado, frustrado, esperto e determinado. Os coadjuvantes também arrasaram! Elizabeth Banks (Effie Trinket), Stanley Tucci (Caesar Flickerman) e Woody Harrelson (Haymitch Abernathy) foram meus favoritos! Ah, e a Amandla Stenberg, todo lindinha no papel de Rue! Coisa fofa!

Os efeitos
Os efeitos estão "tranquilos". Confesso que é complicado avaliá-los quando se tem trailers de "Battleship - Batalha dos Mares" e "Os Vingadores" antes do filme (efeitos sensacionais!). A cena de Katniss e Peeta na carruagem, com o traje de fogo, por exemplo, não me convenceu muito. Já a cena da entrevista com Katniss, quando ela usa o vestido vermelho, achei muito boa.

Plaquinha na estreia de Jogos Vorazes

O filme é fiel ao livro?
Na medida do possível e das intenções dos roteiristas, sim. Cenas que não estão no livro foram adicionadas, e foi bacana. Por exemplo, no filme vemos a sala de onde Seneca, o idealizador dos Jogos, comanda tudo; também vemos cenas de Gale assistindo aos Jogos durante o trabalho. Já coisas simples, que não requeririam muito para serem iguais ao livro, ficaram de fora ou foram mudadas. Um exemplo disso: Madge não existe no filme. Resta saber como continuarão no próximo e se as mudanças feitas valerão a pena. Vale lembrar que Suzanne, autora dos livros, teve participação no roteiro.

Finalizando...
Jogos Vorazes tem uma história que pode parecer fraca, mas traz analogias interessantes. Os livros são narrados em primeira pessoa, mas preferiram fazer um filme em que os pensamentos da protagonista não estivessem tão evidentes. A impressão que me deixou é que é um filme bom para quem leu, muito bom para quem tinha interesse em ler, mas inconsistente e pouco concreto para quem não leu ou nem sequer sabia que era uma adaptação. Ao final do filme, muitos questionamentos ficam para quem não conhece a história.

Assista ao trailer do filme:



Qual é a sua opinião sobre o filme/livro? Deixe seu comentário! Ele é importante! :)

22 de mar de 2012

Cinema: Saiu o teaser trailer de A Hospedeira!

Filme A Hospedeira (The Host movie)

 Atualização: 13/11/2012

O trailer oficial do filme foi lançado hoje! Assista à versão legendada e veja o novo pôster de A Hospedeira:


Acaba de sair o teaser trailer do esperado filme A Hospedeira (The Host),  adaptação do livro homônimo de Stephenie Meyer, autora da saga Crepúsculo. O vídeo não mostra muita coisa, mas tem uma locução muito legal da Saoirse Ronan (de quem sou fã depois de Um Olhar do Paraíso), protagonista do filme. A estreia nas telonas está prevista para o dia 29 de março de 2013.


Eu li o livro em 2010 e gostei muito, muito mesmo! Considero A Hospedeira melhor do que toda a saga Crepúsculo. Faz tempo que li para poder fazer uma resenha, mas quando eu reler publicarei a resenha aqui no blog. :-)

ATUALIZAÇÃO: 12/04/2012
Saiu o primeiro pôster oficial do filme! Mudaram a fonte do título (melhorou muito)!
Quero ver livro com essa capa! Curti muito! E vocês? 

The Host official movie posterA Hospedeira (The Host) - Pôster Oficial
 (clique para ampliar)
Leia a sinopse do livro:
A Terra foi ocupada por um inimigo que não pode ser detectado. O humano se tornou hospedeiro desses invasores: sua mente é extraída, enquanto o corpo permanece intacto. A nova consciência que o ocupa passa então a conduzir sua vida, que aparentemente prossegue sem alteração.

A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Melanie Strider não. Junto aos poucos remanescentes de nossa espécie, ela vive em segredo. Até, um dia, ser capturada.

Peregrina, a "alma" invasora designada para o corpo de Melanie, fora alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, as sensações tão intensas, a persistência das lembranças e das memórias, vívidas demais. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente.

Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos humanos que ainda resistem. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por aquele humano a quem, contrariadamente, foi submetida.

Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que as duas amam.

19 de mar de 2012

Resenha: Jogos Vorazes, de Suzanne Collins

Jogos Vorazes (The Hunger Games) - Suzanne Collins
Sinopse: Constituída por uma suntuosa Capital cercada de 12 distritos periféricos, a nação de Panem se ergueu após a destruição dos Estados Unidos. Como represália por um levante contra a capital, a cada ano os distritos são forçados a enviar um menino e uma menina entre 12 e 18 anos para participar dos Jogos Vorazes. As regras são simples: os 24 tributos, como são chamados os jovens, são levados a uma gigantesca arena e devem lutar entre si até só restar um sobrevivente. O vitorioso, além da glória, leva grandes vantagens para o seu distrito.

Jogos Vorazes
Autor: Suzanne Collins
Título original: The Hunger Games
Editora: Rocco
Avaliação: 4/5





Após eventos naturais que devastaram a terra, os Estados Unidos se transformaram em 12 distritos e a Capital, formando a grande Panem. Cada distrito desenvolve uma função. O Distrito 12, por exemplo, é responsável pela extração de carvão.

Katniss Everdeen é a protagonista dessa história, tem 16 anos e mora no Distrito 12, o distrito mais miserável de toda Panem. Após a morte de seu pai numa mina de extração de carvão quando ela ainda era criança, Katniss passa a sustentar sua família (mãe e irmã) devido à impassibilidade da mãe. Junto com seu grande amigo Gale, ela ultrapassa os limites do seu Distrito para caçar animais e vendê-los à outros cidadãos, algo teoricamente ilegal.

Todo ano ocorre na Panem um evento chamado "Jogos Vorazes", onde 24 jovens entre 12 e 18 anos (um casal de cada distrito) são escolhidos para participar. Nos "Jogos Vorazes" todos são colocados numa arena para lutarem por suas vidas. O jogo termina quando só restar um deles vivo. Como se não bastasse, o evento é transmitido ao vivo pela televisão para todos os cidadãos da Panem. O evento é um lembrete da Capital aos míseros habitantes dos distritos de que eles é que "mandam no negócio", devido a uma tentativa de rebelião do extinto Distrito 13.

A irmã de Katniss, Primrose, ou apenas Prim, completou 12 anos e é seu primeiro ano como jovem habilitada ao sorteio que ocorre para escolher os tributos, como são chamados, que participarão dos Jogos Vorazes. É um evento que preocupa a todos, mas Katniss não vê grandes possibilidades de que sua irmãzinha seja vítima desse sorteio. Mas a sorte não estava do lado da garotinha, e é exatamente isso o que acontece. Desesperada só de imaginar sua irmã numa arena com outros 23 jovens lutando pela vida, Katniss se oferece como voluntária no lugar de Prim. É aí que o negócio esquenta! O tributo masculino sorteado do Distrito 12 é Peeta, o que não agrada Katniss quando ela lembra que ele a ajudou numa situação em que ela quase morreu de fome. O fato de ter alguém a quem ela deve alguma coisa na arena não é nada confortante para Katniss.

Os tributos são levados para a Capital, onde ocorrem os Jogos, para serem embelezados, treinados e exibidos ao público até o grande dia da disputa mortal! As páginas que seguem do começo ao fim do evento são recheadas de suspense, tensão e até drama (o que amo de paixão hahaha). A autora conseguiu transmitir muito bem, sob a visão da Katniss, toda a angústia, terror e desespero pelo qual a personagem passava. Só teve um acontecimento, próximo ao final da história, que realmente me intrigou, e achei que não deveria ter acontecido daquele jeito; mas espero ser convencido nos próximos dois livros da trilogia, Em Chamas e A Esperança.

Eu não tive interesse por Jogos Vorazes quando ele foi lançado no Brasil pela Rocco em maio de 2010. Confesso que fui instigado após todo o burburinho em volta do lançamento do filme na próxima sexta, dia 23. Depois de ler vários elogios ao livro e assistir ao trailer do filme, achei a história bem interessante. Demorei um pouco a comprar depois de ficar muito frustrado por perder uma ótima promoção no Submarino (a trilogia por R$50!!!) em novembro do ano passado. Esperei até onde pude pela mesma promoção, mas ela não veio, e eu queria ler antes do lançamento do filme. O jeito foi comprar o box por R$78,59 (já com frete), numa oferta nem tão tentadora. Depois de ler o primeiro livro não me decepcionei. Jogos Vorazes é muito bom!

A narrativa, até mesmo pelo próprio enredo, é de tirar o fôlego! Suzanne Collins conseguiu sustentar o livro maravilhosamente bem do começo ao fim. Cada final de capítulo tem algo que fica para o próximo, algo que faz você continuar e continuar, até o livro acabar! O interessante é que há várias coisas por trás da trama; filosofia, até uma certa denúncia social... É uma distopia muito mais ligada à realidade do que parece à primeira vista. Muito bom mesmo!

E você? Já leu ou quer ler Jogos Vorazes? O que achou? Deixe seu comentário! Ele é importante! ;-)

13 de mar de 2012

Resenha: O Menino do Pijama Listrado, de John Boyne

O Menino do Pijama Listrado (The Boy in the Striped Pyjamas) - John Boyne
 Sinopse: Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz ideia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga.

O Menino do Pijama Listrado
Autor: John Boyne
Título original: The Boy in the Striped Pyjamas: a Fable
Editora: Cia. das Letras
Avaliação: 5/5




O Menino do Pijama Listrado é um livro que sempre quis ler depois ter assistido à adaptação cinematográfica, que leva o mesmo título. O filme é muito bom, e não foi surpresa para mim que o livro fosse maravilhoso também.

A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial, no auge do Holocausto, fruto do regime nazista. O protagonista é Bruno, um garoto de apenas nove anos que mora em Berlim, Alemanha, numa casa maravilhosa com seus pais e sua irmã.

Tudo muda quando o "Fúria" visita a casa da família para um jantar... Após seu pai, que é soldado, receber uma "missão", a família e alguns empregados se mudam para outra casa muito menos luxuosa, próximo a um campo de concentração nazista. Mas Bruno não está nada satisfeito em ter se mudado para "Haja-Vista", um lugar longe dos seus três melhores amigos e com nenhuma criança com quem ele possa brincar.

"Haja-Vista" é, na verdade, Auschwitz, na Polônia; e o "Fúria" é Hitler, "Der Führer"; palavras que Bruno não consegue pronunciar corretamente. No original em inglês foi usado "Out-With" para "Haja-Vista", e "The Fury" para "o Fúria".
   Ela desviou o olhar dele por alguns instantes silenciosos e balançou a cabeça, entristecida, antes de encará-lo novamente. "Seu pai sabe o que é melhor para nós", ela disse. "Você precisa confiar nele."
   "Não tenho tanta certeza disso", disse Bruno. "Acho que ele cometeu um terrível engano."
   "Então é um engano com o qual teremos que conviver."
   "Mesmo assim, é melhor não dizer isso em voz alta", disse Maria rapidamente, caminhando na direção dele com cara de quem queria lhe meter algum juízo na cabeça. "Prometa-me que não dirá."
   "Mas por quê?", perguntou ele, franzindo o cenho. "Estou apenas dizendo o que sinto, eu sou livre para fazer isso, não?"
   "Não", disse ela, "Não é, não."
Da janela do seu novo quarto, Bruno vê, de longe, o local de concentração de judeus após o limite do terreno de sua nova casa. Curioso, o menino se pergunta o que aqueles adultos e crianças de "pijamas" listrados fazem ali, e por que os soldados parecem estar gritando com eles.

Sua irmã Gretel é quatro anos mais velha que Bruno, e segundo ele é um "caso perdido". Quando os dois estão juntos sempre há implicância! Cansado de todo o tédio, Bruno decide explorar, até que chega no limite do terreno da casa, na cerca do campo de concentração, e encontra alguém sentado do outro lado.

Esse algúem é Shmuel, que também tem nove anos, mas é um menino de aparência nada saudável ou feliz. À primeira vista, Bruno acha que Shmuel tem sorte por ter tantas outras crianças do seu lado da cerca com quem ele pode brincar. Depois do primeiro encontro, Bruno volta para o limite da cerca várias vezes, onde conversa com seu novo amigo e chega até a levar comida para ele. A história prossegue com os encontros dos dois meninos e com todo questionamento e falta de compreensão de Bruno até um final desolador.
   "Não dói tanto assim", disse Pavel numa voz gentil e delicada. "Não torne as coisas piores, pensando que dói mais do que você realmente está sentindo."
    De alguma maneira isso fez sentido para Bruno e ele resistiu ao ímpeto de dizer "Ai" de novo.
   "Judeus", disse Bruno, testando a nova palavra. Ele bem que gostou do som. "Judeus", repetiu ele. "Aquelas pessoas todas do outro lado da cerca... são judeus."
   "Sim, é isso mesmo", disse Gretel.
   "E nós, somos judeus?"
   Gretel abriu a boca espantada, como se tivesse recebido um tapa no rosto. "Não, Bruno", disse ela. "Nós absolutamente não somos judeus. E você não devia sequer dizer uma coisa dessas."
   "Mas por que não? O que nós somos, então?
   "Nós somos...", começou Gretel, mas então teve que parar e pensar a respeito. "Somos...", repetiu, ainda sem saber qual era a resposta para essa pergunta. "Bem, não somos judeus", disse ela afinal.
   "Já sei que não somos", disse Bruno, frustrado. "Estou perguntando: já que não somos judeus o que nós somos então?"
   "Somos o contrário", disse Gretel, respondendo rapidamente e parecendo mais satisfeita com essa resposta. "Sim, é isso. Nós somos o contrário."
O livro é curto e muito bem escrito. É um dom a forma como John Boyne consegue mesclar ficção com fatos reais da História. Apesar de tratar de algo tão triste, foi divertido me aventurar com Bruno e sua personalidade tão forte.

O Menino do Pijama Listrado é a história de um menino inocente em meio a uma das maiores, senão a maior, atrocidades já ocorridas na História; a história de como algo tão desumano não cabia dentro da mente tão pura. Vale muito a pena ler e assistir ao filme, que tem uma produção e atuações muito boas! Assista ao trailer e não esqueça de deixar seu comentário! ;)



8 de mar de 2012

Conheça KONY, o pior criminoso do mundo


Na madrugada dessa quarta-feira, dia 7 de março, um tweet da Kari Jobe me chamou a atenção. Cliquei no link do vídeo contido no tweet. Era um documentário de aproximadamente meia-hora, com, até aquele momento, quase 150.000 visualizações. "KONY 2012" era o seu título. Sobre o quê? Sobre quem? Eu não sabia. Mas o vídeo tinha feito a Kari chorar, então fiquei curioso.

Ao começar a assistir não poderia imaginar quão profundo e poderoso aquele vídeo era. Kony 2012 é um documentário da organização Invisible Children, e fala sobre Joseph Kony, o pior criminoso do mundo; e o que Jason Russell, Gavin, Jacob, eu e você temos a ver com isso. São trinta minutos que te impulsionarão a agir, e te farão acreditar que podemos fazer a diferença. Assista e divulgue! É coisa séria. E vale a pena!




Comentários pós-video:
As controvérsias já começaram, é claro. Muitos acham perigosa a ideia de soldados americanos irem "ajudar" soldados ugandenses. Muitos desconfiam das intenções da Invisible Children. Eu me pergunto por que isso tem que acontecer. Por que Jason Russell teria motivações erradas ao fazer um documentário como esse? Você conhecia Joseph Kony antes dele? Se sim, meus sinceros parabéns! De verdade! Se não, é uma prova de que o documentário tem, sim, boas intenções.

Se o mundo discutisse menos e fizesse mais, a situação do planeta seria outra. Intelectuais, jornalistas, críticos sempre têm que vir e pôr uma pulga atrás da orelha dos que creem, dos que foram sensibilizados por alguma causa. É claro que a controvérsia é importante, mas o fato de uns preferirem criticar a Invisible Children em vez de fazer algo em prol dos que sofrem realmente me assusta.

Pessoas que dizem: "ele acha que se tornou um ativista social só porque viu um vídeo de 30 minutos na internet..." É também por causa desse tipo de pessoa que o mundo não progride. Gente que coloca os protocolos em primeiro lugar, que dificulta tudo, que negativiza tudo. Se a organização conseguiu atrair milhões de pessoas pela simples arte de elaborar (e muito bem) um vídeo, é um mérito deles. Ou você acha que deviam ter esperado uma permissão do gorveno para espalhar a mensagem?

As discussões não importam. O vídeo trata de uma mudança, de lutarmos pelo direito de crianças e de gente como nós. Se formos bem sucedidos, ótimo! Se falharmos, não foi porque não tentamos; e, ainda assim, isso não nos calará.

Divulgue usando essa imagem na capa do seu perfil no Facebook (clique para ampliar)

Ps.: Espero que documentários como esse sensibilizem o povo brasileiro, nós, para termos ideias semelhantes, que motivem nossa juventude. Temos a injustiça, pobreza e miséria mais perto do que imaginamos; nas esquinas das nossas casas, em diversos bairros das nossas cidades, e juntos podemos combatê-las.

Ps. 2: A Invisible Children criou uma página respondendo várias críticas que surgiram na internet. Clique aqui para acessar (em inglês).