28 de fev de 2012

Resenha: Marina, de Carlos Ruiz Zafón

Marina - Carlos Ruiz Zafón
Sinopse: Óscar Drai, um estudante de internato de Barcelona, tem 15 anos e passa todo o seu tempo livre andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Óscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora.

Marina
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Título original: Marina
Editora: Suma de Letras
Avaliação: 3,5/5

Como a sinopse já revela, Óscar Drai é um estudante de um internato em Barcelona, que passa seu tempo livre pelas ruas da cidade. A história se passa no início da década de 80. É se aventurando pelas ruas que o menino se depara com o casarão onde vive Marina, filha de Germán Blau e órfã de mãe. Óscar se vê intrigado por aquela menina de frases como "A gente só se lembra do que nunca aconteceu."
‒ Sobre mim? O que quer dizer com escrever sobre mim?
‒ Quer dizer a seu respeito, não em cima de você, como se fosse uma escrivaninha.
‒ Até aí eu também cheguei.
Marina se divertia com aquele nervosismo repentino.
‒ E então? ‒ perguntou. ‒ Faz uma ideia tão ruim de si mesmo que não pode aceitar que valha a pena escrever a seu respeito?
As visitas de Óscar à casa de Marina e Germán se intensificam, e uma amizade logo surge entre os três. Marina introduz Óscar ao mistério da "dama de negro", uma mulher que visita periodicamente o cemitério de Sarriá, sempre em direção ao túmulo marcado por um desenho de uma borboleta negra. Juntos, os dois jovens se envolvem cada vez mais nesse mistério, decididos a descobrir o que há por trás das visitas da mulher ao cemitério. Só que esse envolvimento pode colocá-los em perigo...
A ideia de passar uma semana sem eles caiu em cima de mim como um peso. E meus esforços para disfarçar foram inúteis. Marina lia meu interior como se eu fosse transparente.
O dinheiro não compra a felicidade, costumava dizer Kolvenik, mas compra todo o resto.
Eu não conhecia Carlos Ruiz Zafón, apesar de o livro "A Sombra do Vento" já ter passado pela minha vista várias vezes. Ele é conhecido pelo seu jeito bem especial de contar histórias. Um comentário do USA Today contido na contracapa do livro diz que "o talento visionário de Zafón para contar histórias é um gênero literário em si." E é mesmo. Fiquei bem surpreendido com o jeito belo e até poético de Zafón para descrever as cenas. "Marina" é recheado de personficações e adjetivações bem peculiares; o que achei bem legal!
Arcos impossíveis projetavam sombras dançantes sobre as paredes. Tínhamos chegado à Barcelona encantada, ao labirinto dos espíritos, onde as ruas tinham nomes de lenda e os duendes do tempo caminhavam às nossas costas.
Eu ia calado, a testa apoiada na janela e a alma no fundo do bolso.
 A lembrança desses momentos nos acompanha para sempre e se transforma num país da memória ao qual tentamos regressar pelo resto de nossas vidas, sem conseguir.
Apesar de achar o livro muito bem escrito, não achei a história muito boa. O livro tem apenas 189 páginas, mas a narrativa não é lá tão rápida. É um suspense (com pitadas de drama) bem interessante, mas que toma rumos "loucos". Isso pode ser ótimo para outras pessoas, mas, nesse caso, não foi para mim. Considerei-o entre bom e muito bom. Ainda assim, é um livro que proporciona uma experiência muito boa de leitura!

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