4 de fev de 2012

Resenha: Elixir, de Hilary Duff e Elise Allen

Sinopse: Com seus dezessete anos, Clea Raymond vem sentindo o calor dos holofotes desde que nasceu. Filha de um renomado cirurgião e uma importante política, ela se tornou uma talentosa fotojornalista, refugiando-se em um mundo que a permite viajar para diversos lugares exóticos. No entanto, após seu pai ter desaparecido em uma missão humanitária, Clea começa a perceber imagens sinistras e obscuras em suas fotos revelando um belo jovem? Um homem que ela nunca viu antes. Quando o destino faz Clea se encontrar com esse homem, ela fica espantada pela conexão forte e instantânea que sente.

Elixir
Autora: Hilary Duff e Elise Allen
Título original: Elixir
Editora: iD
Avaliação: 2/5

Em Elixir, Clea Raymond é filha de Grant Raymond e Victoria Weston. Seu pai, que está desaparecido, era (ou é) "o cirurgião cardíaco mais renomado do mundo" e sua mãe é uma influente senadora. Filha de duas pessoas tão importantes, Clea é uma "celebridade", e está sempre aparecendo nos tabloides. Juntamente com a protagonista, estão sempre por perto Rayna e Ben. Ela é sua melhor amiga, as duas têm a mesma idade e nasceram com exatamente cinco horas de diferença. Foram criadas juntas, praticamente como irmãs. Rayna é filha de Wanda, que cuidava dos cavalos da mãe de Clea. Já Ben é o segurança pessoal de Clea e seu melhor amigo.

O livro começa com Clea e Rayna curtindo as férias de inverno numa boate em Paris. Após fotografar o caos gerado por um incêndio de um prédio, Clea percebe uma estranha figura nas fotos. Uma forma, não muito nítida, de um homem; que mais parecia um espírito, pois em outras fotos ele estava flutuando. Quem será esse homem? Será que ele tem algo a ver com o desaparecimento de seu pai? Sua primeira reação é de medo, mas isso muda quando ela começa a ter uns sonhos estranhos...

Grant Raymond foi visto pela última vez no Rio de Janeiro, na filial da GloboReach, fundação de caridade criada por ele. Foi dado como morto, mas nunca encontraram seu corpo. Isso intriga Clea Raymond, que tinha profunda admiração por seu pai. Com a descoberta dessa "aparição" nas suas fotos, ela espera encontrar informações sobre o paradeiro dele.

Boa parte do livro se passa no Rio, e a descrição é até bem realista. Mas num momento eu vi que certos acontecimentos, relacionados à trama principal da história, contribuíam para a mistifcação do Brasil, o que eu odeio. Em uma parte também há uma descrição que não atribui muita credibilidade ao nosso país... Mas talvez seja mesmo a realidade. Seguem alguns trechos:
O acampamento da GloboReach (...) ficava perto de uma das favelas mais conhecidas da cidade. O lugar não era longe do nosso hotel, mas era como se ficasse em outro mundo. Conforme fomos chegando mais perto, as ruas passaram a ser de terra e a ficar mais estreitas, e eu quase podia sentir aquela aura de violência que meu pai dizia se alastrar por ali. Ele dizia que era bizarro quanto as favelas ficavam perto da decadência de Copacabana...
‒ Ah, fala sério! ‒ resmungou Ben. ‒ Não dá, assim vou ser mutado!
‒ Como?! ‒ gritei por cima da bateria. ‒ A polícia está dançando também!
Eu gosto da Hilary Duff, ela tem sua marca na minha adolescência. É uma "Disney Star" livre de escândalos, o que me faz admirá-la por isso. Quando soube que ela tinha escrito um livro, fiquei bem curioso para ler. Comprei há meses, mas só li por esses dias. A capa é muito bonita, e a encadernação e diagramação também! Eu elogiei bastante a qualidade do material no vídeo Na Minha Caixa do Correio #1.

Foi uma surpresa ver, na folha de rosto, que o livro não foi escrito somente por Hilary Duff. Elise Allen também participou desse processo. Mas por que seu nome não está na capa do livro? Porque não é um nome influente, ela não é conhecida... Hmm... Fiquei intrigado, mas continuei animado para começar a leitura! Os comentários que tinha lido na internet eram positivos, muitos diziam que o livro tinha superado suas expectativas. Não quis ter preconceitos pela autora ser uma atriz e cantora mundialmente famosa.

Talvez você esteja assustado(a) por ver que eu dei nota 2 de 5 ao livro. Por quê? O livro é mal escrito? Não. A narrativa é bem rápida, mas é de se esperar. Elixir tem um espaçamento consideravelmente grande e apenas 280 páginas.

Mas o que é ruim, afinal, ao ponto de me fazer achá-lo um livro regular (considerando que não é mal escrito)? O enredo. Eu detestei a história. Tudo bem que a narrativa é rápida, mas nesse livro ela é um defeito. Eu não consigo aceitar que certos sentimentos e atitudes sejam despertos em Clea tão rapidamente. Nem que ela tenha 17 anos e seja uma "talentosa fotojornalista, refugiando-se em um mundo que a permite viajar para diversos lugares exóticos." Elixir começou com uma proposta até legal, mas que tomou rumos ridículos. Acho que Hilary e Elise erraram feio nessa trama. "Nunca julgue um livro pela capa." Nesse caso, Elixir tem uma capa maravilhosa, mas o conteúdo...

Ao final da leitura percebi que elas tentam convencer o leitor logo no início do livro, numa página que contém somente uma frase: "Nos sonhos e no amor não há impossibilidades." Para mim Elixir está longe de se tratar sobre amor. A sensação que ficou comigo é que Clea Raymond é menos real que os vampiros e lobisomens de Crepúsculo, que, por sinal, são personagens fictícios muito melhor construídos. É uma pena, mas a leitura foi uma grande decepção.

O livro já tem um segundo volume publicado nos Estados Unidos, intitulado "Devoted", e terá outro terceiro e último, formando uma trilogia. Eu realmente não pretendo ler os outros dois livros. Há críticas positivas e negativas sobre Elixir rolando na internet. Se ainda ficar em dúvida e tiver curiosidade, recomendo que leia e tire suas próprias conclusões. Se já leu, o que achou? Deixe seu comentário!

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