26 de jan de 2012

A voz divina de Leigh Nash


Talvez você não saiba quem é Leigh Nash, mas, provavelmente, já ouviu Kiss Me, um supersucesso do final dos anos 90. A música fez parte da trilha sonora do filme "Ela é Demais" (She's All That), que eu _ainda_ não assisti (e só vou assistir por causa da música).

A primeira vez que ouvi a voz de Leigh eu deveria ter meus 7 anos. Um dos meus irmãos ouvia Sixpence None The Richer, e, às vezes, quando eu usava o computador, acabava me interessando pelas músicas que ele baixava. E desde então eu gosto muito! Além de me identificar com muitas letras, o estilo musical é muito agradável. Para mim tem um gosto nostálgico.


Integrante da banda Sixpence None The Richer, Leigh, além de participar do projeto Fauxliage, já lançou dois álbuns em carreira solo. O mais recente foi lançado em novembro do ano passado, e se chama "Hymns And Sacred Songs", este focado em músicas cristãs. A sonoridade é maravilhosa! A voz de Leigh Nash é divinamente angelical, extremamente deliciosa de se ouvir.


A banda Sixpence surgiu em 1992 e encerrou suas atividades em 2004, voltando à ativa em 2008 com o EP "My Dear Machine". Um álbum de inéditas deve ser lançado esse ano. Você pode encontrar álbuns deles à venda no Brasil, mas os da carreira solo de Leigh não estão disponíveis por aqui.

Recomendo tanto o trabalho solo de Leigh quanto os da sua banda. Se você aprecia músicas tranquilas, de boas letras, um pop alternativo, você vai gostar!

23 de jan de 2012

Resenha: Um Dia, de David Nicholls

Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro.

Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois.

Um Dia
Autor: David Nicholls
Título original: One Day
Editora: Intrínseca
Avaliação: 4/5

"Um Dia" conta a história de Dexter Mayhew e Emma Morley. Os dois se conhecem durante a festa de formatura da universidade. Formados em cursos distintos, possuem personalidades quase opostas, e, provavelmente, cada um seguirá seu rumo depois de passarem a noite juntos. Mas parece que o ditado "os opostos se atraem" funciona, porque depois disso algo ainda mantém Dexter e Emma conectados. Amor? Eles não sabem, ou não querem admitir.

O livro possui um "esquema" muito interessante. Começando no dia 15 de julho de 1988, quando o casal protagonista se conhece, o livro segue a cada capítulo um ano depois, exatamente no mesmo dia: 15 de julho. Isso sustenta o leitor interessado e curioso, porque em um ano tudo muda ou tudo continua o mesmo. "Um Dia" é muito bem escrito. A narrativa não é tão rápida, mas não é um defeito.

Emma se formou em Inglês e História, é a típica "desengonçada", mas decidida, inteligente e preocupada com o mundo. Já Dexter é o típico galã. Formou-se em Antropologia, tem noção de sua beleza e sabe se aproveitar disso. É descompromissado e pouco preocupado com os sentimentos alheios.

O livro prossegue com encontros e desencontros dos dois. Ao passar das páginas vemos como eles avançam em suas vidas. Se é que o fato de Emma trabalhar num restaurante meia-boca de comida mexicana pode ser considerado um "avanço". Enquanto isso Dexter chega à fama com seu programa de televisão.

A Intrínseca é minha editora favorita. Gosto do logotipo, das capas e do acabamento. A editora faz uma campanha muito boa de seus livros. Eles sabem bem como fazer isso! A capa de Um Dia tem duas frases que elogiam o romance; na contracapa mais quatro. Como se não bastasse, ao abrirmos o livro encontramos duas páginas inteiras recheadas de mais elogios. Isso traz muita expectativa. "Esse livro tem que ser muito bom!", pensei. O problema foi que eu tive expectativa demais, talvez.

Em e Dex me intrigavam. Eu me pegava com raiva dos dois, com raiva das atitudes, com raivas das escolhas, com raiva das hesitações, com raiva da "libertinagem". Não eram personagens com os quais eu me identificava.

Faltavam apenas 45 páginas para eu terminar o livro, e pensei que nada me faria mudar a seguinte opinião: o livro é superestimado. Eu até comentei Na Minha Caixa do Correio #1. E talvez até seja superestimado mesmo, mas foram aquelas 45 páginas que mudaram tudo. As 45 páginas da quinta e última parte do livro que dão outro significado ao dia 15 de julho. Ainda assim não foi diferente. Me peguei com raiva outra vez, mas não pelos mesmos motivos.

Durante a leitura eu já costumo pensar na nota que darei ao livro. "Até aqui eu dou 3 de 5." "Não vi nada de mais até agora..." "Ai, que raiva!!!!" "Aff, não acredito!" "(risos)" Foi assim com Um Dia. Eu estava certo de que era um bom livro, e de que eu daria nota 3, no máximo 3 e meio. A história era bem escrita, me fez rir, me intrigou e me fez ter raiva e frustração. Mas ao final da leitura pensei: "Eu preciso gostar da história ou me identificar com um personagem para considerar um livro muito bom?" Percebi que o livro mexeu com minhas emoções, e achei que foi suficiente. A leitura foi agradável e valeu a pena. Então parei de bobeira e deicidi: Um Dia é muito bom.

O livro já ganhou uma adaptação cinematográfica, estrelada por Anne Hathaway e Jim Sturgess, de tão boa repercussão quanto a do livro. Aliás, o filme teve o roteiro adaptado pelo próprio David Nicholls. Logo assistirei ao filme e devo comentá-lo noutro post. Assista ao trailer do filme:

21 de jan de 2012

Resenha: O Céu é de Verdade, de Todd Burpo

Sinopse: Primeiro lugar absoluto nas listas de best sellers do The New York Times e do site Amazon, O céu é de Verdade conta a história real de Colton, um menino que, aos quatro anos, quando passava por uma cirurgia de emergência, viveu uma experiência inusitada: seu espírito foi transportado ao céu, onde viu coisas extraordinárias, inclusive o trono do próprio Deus.

Narradas por seu pai, mas frequentemente nas palavras do próprio Colton, as experiências relatadas em O céu é de Verdade revelam a realidade e a esperança do Paraíso e do Criador.

O Céu é de Verdade
Autor: Todd Burpo com Lynn Vincent
Título original: Heaven is for Real
Editora: Thomas Nelson Brasil
Avaliação: 5/5

A primeira vez que ouvi falar de O Céu é de Verdade foi através de uma amiga. Ela, por sua vez, soube do livro pela recomendação da cantora Ana Paula Valadão durante a cantata de Natal da Igreja Batista da Lagoinha, exibida no canal da Rede Super.

Ao procurar informações sobre o livro eu logo desconfiei de tudo. Eu digo que fui a pessoa mais cética antes de começar a lê-lo; achei que os pais do menino queriam se aproveitar dele para ganhar uns trocados (e bons trocados, afinal o livro é best-seller número 1 do New York Times e da Amazon). Mas toda aquela desconfiança foi embora logo nas primeiras páginas... Na verdade eu nem pretendia comprar o livro, apesar de estar muito curioso para ler. "Se for tudo mentira eu nem quero dar dinheiro para eles!", eu pensei. Mas em dezembro, quando comprei o box da trilogia Millenium no Submarino por R$40, adicionei O Céu é de Verdade no carrinho também, por R$20, assim conseguiria o frete grátis. 

Em O Céu é de Verdade, Todd Burpo, pai de Colton, conta a experiência que seu filho teve quando passou por uma complicada cirurgia de apendicite após um diagnóstico errado de outro médico. O menino lhe contou de forma bem natural, e até um pouco aleatória, que foi ao céu enquanto estava desacordado durante a cirurgia. A família (Todd e sua esposa Sonja, juntamente com Colton e sua irmã mais velha, Cassie) estava indo, numa viagem de carro, rumo à casa do irmão de Sonja na Dakota do Sul. Quando passavam próximo ao hospital onde Colton havia sido operado o pai brincou: "Ei, Colton, se virarmos aqui, podemos voltar para o hospital. Quer voltar para o hospital?" (...) "Você se lembra do hospital, Colton?", perguntou sua mãe. E então o menino soltou o primeiro vestígio de sua experiência sobrenatural: "Sim, mamãe, eu me lembro. Foi ali que os anjos cantaram para mim."

Em meio a tanta surpresa, os pais do menino se veem surpreendidos quando seu filho fala sobre acontecimentos que definitivamente não sabia. Colton conta que viu sua irmãzinha no céu, mesmo sem saber que sua mãe tivera um aborto antes de ele nascer, e isso nunca foi contado aos seus filhos. Colton também diz que "saiu do seu corpo" e viu sua mãe conversando no telefone celular na sala de espera, algo que realmente aconteceu, e ele, com certeza, não teria como saber sem que ninguém o tivesse contado.

Todd Burpo conta não só a história do filho que "foi ao céu e voltou para contar". O livro é bem explicativo, e não se limita a contar fatos isolados. A história de superação do próprio Todd Burpo, que passou por poucas e boas antes do filho, é relatada também. E a cada novo relato de Colton, descobrimos mais coisas que envolvem seus pais e até seus avós. É um livro apaixonante, curioso, intrigante e, muitas vezes, divertido e engraçado. Eu terminei a leitura acreditando em tudo. Eu penso que não tenho nada a perder se crer e for mentira, em contrapartida perco muito se eu não crer e for verdade. E se você nem em Deus acredita, leia este livro como uma ficção, por que não!? Vale a pena.

Na Minha Caixa de Correio #1

Viva! Olha ele aí! O primeiríssimo "Na minha caixa de correio" do blog! Rolou muita coisa até eu conseguir gravar e enviar o vídeo pro YouTube! Mas agora está todo pronto, finalmente! Espero que vocês gostem.


• Links:
- Resenha de O Céu é de Verdade
- Resenha de Um Dia
- Resenha de Elixir
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• Livros que chegaram:
- O Céu é de Verdade, de Todd Burpo
- Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson*
- A Menina Que Brincava Com Fogo, de Stieg Larsson*
- A Rainha do Castelo de Ar, de Stieg Larsson*
- Um Dia, de David Nicholls
- 1822, de Laurentino Gomes
- 1808, de Laurentino Gomes
- Guia Politicamente Incorreto da América Latina, de Leandro Narloch e Duda Teixeira
- Teísmo Aberto, de John Piper, Justin Taylor e Paul K. Helseth
- Elixir, de Hilary Duff
- Perfeitos, de Scott Westerfeld
- O Semeador de Ideias, de Augusto Cury

*Trilogia Millenium

• Outros livros citados:
- A Divina Revelação do Céu, de Mary Baxter
- A Divina Revelação do Inferno, de Mary Baxter
- Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, de Leandro Narloch
- Feios, de Scott Westerfeld
- O Vendedor de Sonhos - O Chamado, de Augusto Cury
- O Vendedor de Sonhos e a Revolução dos Anônimos, de Augusto Cury

• Blogs citados:
- Livros & Bolinhos

Errata: No vídeo eu disse que nunca tinha feito um post sobre livros, mas esqueci do post sobre Maldosas.

O Música, TV etc. voltou!


São 03:39 da manhã e cá estou, ouvindo Leigh Nash e com tudo pronto pro retorno do blog (finalmente). Yay! O Música, TV etc. voltou pra ficar. Na verdade o blog nunca acabou oficialmente, só estava paradinho, sem muitos posts ou preocupação da minha parte. Mas agora ele volta um pouco mais focado nos livros, mas, claro, continuando a analisar CDs, comentar séries e filmes e tudo que cabe num etcetera.

Espero que vocês gostem e interajam comigo! Feliz blog "novo"! :)