29 de ago de 2011

VMA 2011 e o #CALABOCAR7



Antes de tudo, não, eu não assisti ao VMA desse ano. O que me leva a criar um post sobre o evento é a sua repercussão na internet, principalmente no Twitter.

Todos sabem (ou ao menos deveriam) que o Twitter está cheio de adolescentes frenéticos que, todos os dias, tuitam assuntos relacionados a seus gostos musicais, seu dia na escola, suas séries favoritas e, claro, suas grandes revoltas. São milhões de "seres infectos" (me apropriando do termo usado pelo Marcelo Tas) enchendo a internet de lixo a cada segundo. E bastou uma matéria de Odair Braz Junior no site R7 para gerar uma crise estúpida entre os cegos telespectadores do VMA 2011, que aconteceu na noite passada.

A matéria critica mal o evento, mas não está sozinha. O site Judão, do UOL, também publicou um texto nada exaltador sobre a premiação. Ainda assim, é a hashtag #CALABOCAR7 que neste momento reina em segundo lugar no Trending Brasil do Twitter. O que não falta são comentários relacionando a matéria à emissora de televisão Record (dona do site), e comparando o VMA com o reality A Fazenda. Mas fica a dúvida: o que Odair Braz Junior e a sua opinião tem a ver com A Fazenda?

Foquemos no VMA. O evento foi recheado de estrelas adolescentes, rappers, cantoras do pop com seus "looks" ridículos (que mesmo sendo ridículos estão na moda, ainda que só entre elas), e apresentações grotescas. Os premiados na maioria das categorias foram Katy Perry, Britney Spears, Nicki Minaj, Lady Gaga e Justin Bieber. O evento teve direito a tributo à Britney Spears, o que, convenhamos, é estritamente necessário. E Beyoncé, por algum motivo, resolveu divulgar que está grávida justamente durante o evento. Bem, são fatos que revelam o naipe da grande premiação, defendida por milhares de... adolescentes na rede.

É de se esperar de uma emissora como a MTV, que em nada contribui para o menor avanço da sociedade. E, antes que as comparações com a Record voltem, e sem querer defendê-la, é claro que esta tem no mínimo uns dois programas que tem um conteúdo decente. Já a MTV serve como precursora da cultura pop e banalização da mente dos jovens e adolescentes.

Eu ouço música pop, e sei que há qualidade nesse estilo, mas também sei que muita coisa que me entretém é, na realidade, uma porcaria. Eu não vou defender algo que eu escuto/vejo, mas que sei que é ruim, só pelo fato de que eu escuto/vejo. As pessoas precisam ter a consciência de que nem sempre vender e fazer sucesso é resultado de talento e qualidade. Seu artista favorito pode estar fazendo um grande sucesso, vender muitos discos e te entreter; mas, mesmo assim, você pode ter a decência de assumir que o que ele produz é lixo, pelo menos comparado a outros artistas que produzem música com conteúdo e qualidade. Aceitar qualquer coisa que a mídia e os Estados Unidos produzem é ignorância e desespero.

11 de mar de 2011

Análise: Avril Lavigne - Goodbye Lullaby


Depois de quase quatro anos após o lançamento do inusitado The Best Damn Thing, Avril Lavigne está de volta com Goodbye Lullaby. O álbum não tem a essência e grandiosidade de Let Go e Under My Skin, mas também não se encaixa em toda a brincadeira de The Best Damn Thing. O primeiro single, What The Hell, foi lançado dia 1 de janeiro, mas a música definitivamente não define o álbum. A própria Avril já tinha dito que essa era a música mais animada do CD, que, na versão simples, possui 14 faixas incluindo uma versão estendida de Alice.

O resultado me agradou bastante, porque, apesar de ter gostado da sonoridade da "nova Avril", tenho em mente de que seus dois primeiros trabalhos são muito melhores tanto em música quanto em letra. E o Goodbye Lullaby traz um pouquinho do estilo da "antiga Avril", ou melhor, da sonoridade dela, já que as letras não lembram muito as melancólicas e revoltadas do início da sua carreira. Então vamos à análise faixa por faixa pela ordem do CD:

Black Star é uma canção curta de introdução. A música tem uma melodia bonita e calma ao som do piano, mas a calmaria logo passa com a faixa seguinte.

What The Hell é o primeiro single do álbum. A música não segue mesmo o ritmo do CD e poderia ser trocada com alguma faixa do anterior, como When You're Gone e Innocence. Relembra a brincadeira pop de The Best Damn Thing, e tem letra nada profunda e inteligente.

Push está entre as melhores e traz de volta um pouco da sonoridade da "antiga Avril". Tem um refrão pegajoso, e fala sobre se entregar ao amor.

Wish You Were Here pode ser considerada a melhor. Tem uma melodia muito boa e fala simplesmente sobre saudades e lembranças. "Droga, droga, droga, o que eu faço pra ter você aqui? Eu queria que você estivesse aqui. Droga, droga, droga, o que eu faço pra ter você perto?"

Smile me intriga. Tem uma melodia divertida, mas letra desnecessária. Avril começa cantando "você sabe que eu sou uma vadia louca, eu faço o que eu quero quando eu tenho vontade, tudo o que eu quero é perder o controle". Isso tudo pra dizer no refrão que "você é a razão por que eu sorrio". Simplesmente não dá. Me irrita o uso desnecessário de palavrões. É tão pobre quanto What The Hell, mas entretem.

Stop Standing There é mediana, mas tem uma batida bacana (até rimou). A voz da Avril parece estranha no começo da música, aliás, desde o álbum anterior, a voz da cantora está bem mais fina e aguda do que antes. Tem uma letra mais elaborada. Nas palavras da própria Avril: "Essa música é uma música que eu acho que as garotas podem se identificar. É tipo que sobre aquele garoto que simplesmente está parado ali sem fazer nada, e meio que 'Helloooo?! Você sente o que eu sinto? Faça alguma coisa!'"

I Love You e Everybody Hurts também estão entre as melhores. A primeira tem melodia muito bonita e suave, acompanhada por uma batida agradável. É uma declaração de amor não muito profunda. "Você é tão bonito, mas esse não é o motivo de eu te amar. Eu não tenho certeza, você sabe, que a razão de eu te amar é você, simplesmente você, sendo você. A razão de eu te amar é você e tudo o que nós passamos." A segunda é um pouco mais ritmada, mas encaixa muito bem seguindo I Love You. "Todo mundo se machuca alguns dias, não há problema em sentir medo. Todo mundo sofre, todo mundo grita. Todo mundo se sente assim, e está tudo bem."

Not Enough e 4 Real, assim como Stop Standing There, têm letras mais elaboradas, mas não se destacam. Darlin foi composta pela Avril quando ela tinha 15 anos e vivia com seus pais. Ela diz que a canção fala sobre coisas que ela via quando era uma garotinha (nem tão garotinha assim, não é, Avril?). Tem uma letra bem abstrata.

Em Remember When Avril canta as lembranças de um relacionamento. "Lembra quando eu chorei por você mil vezes, contei-lhe tudo... Você conhece meus sentimentos. Nunca passou pela minha cabeça que chegaria a hora de nós dizermos adeus." É lenta e prepara para a próxima faixa.

Goodbye é a faixa tema do álbum. No álbum em que Avril se despede das canções de ninar, ela canta "adeus" justamente ao som de uma. "Foi muito difícil gravar essa faixa. É realmente complicado gravar algo quando se está prestes a chorar. É a música mais sentimental que já escrevi. Não só escrevi, mas também produzi sozinha, então estou realmente próxima a ela."[¹] Fica difícil analisá-la quanto à letra sem saber da história por trás.

O álbum é finalizado com Alice (Extended Version). Na verdade, no álbum físico é uma hidden track (faixa escondida). Essa versão tem uma estrofe inédita e um pouco mais de 1 minuto a mais que a primeira versão, que faz parte da trilha sonora do filme Alice no País das Maravilhas. É uma música que eu gosto. Melodia um pouco sombria e letra estimulante.

Se formos comparar este trabalho com o seu anterior, nota-se um amadurecimento. Mas analisando todos seus CDs, é claro que a Avril de Let Go e Under My Skin é muito mais confiante, forte, madura e original. Afinal quem diria que a menina "desleixada" que cantava que queria ser "tudo menos comum" (Anything But Ordinary), cantaria algum dia uma canção como "Girlfriend"?

Goodbye Lullaby, apesar de ter sim uma qualidade sonora, tem músicas com letras superficiais. A própria Avril Lavigne parece superfial ao comentar as faixas do CD (veja o vídeo no YouTube), como se não houvesse muito a ser dito. Apesar de tudo, é um bom álbum.

Nota (de 0 a 10): 8,0
Destaque para as faixas: What The Hell, Push, Wish You Were Here, Smile, I Love You e Everybody Hurts.

6 de jan de 2011

Resenha e Sorteio - Maldosas, Pretty Little Liars


O primeiro livro da série Pretty Little Liars, Maldosas, foi lançado no Brasil em novembro de 2010 pela editora Rocco. A fama de PLL foi alavancada pelo sucesso da série de TV exibida pelo canal ABC Family. No Brasil, a série será exibida ainda esse ano pelo canal pago Boomerang, em uma versão dublada. Eu já publiquei o release do livro em um post anterior, e, inclusive, disse que haveria a possibilidade de haver um sorteio de um exemplar para vocês. E é isso que venho fazer hoje, deixar minha análise sobre o livro que terminei de ler ontem, e anunciar o sorteio de um exemplar pra vocês!

O livro tem uma narrativa muito boa, de fácil leitura. O ambiente de suspense é tão legal quanto o da série de TV, pelo menos eu senti a mesma tensão, mesmo depois de já ter visto a série. Até metade do livro, a história é praticamente idêntica à da série, mas a partir daí algumas situações são bem diferentes. Vale dizer que, no livro, algumas personagens possuem características físicas diferentes das atrizes da série.

A trama, obviamente, é a mesma. Alison, a "líder" de um grupo de cinco garotas, desaparece misteriosamente, e três anos depois as quatro meninas, que não andam mais juntas, começam a receber mensagens de alguém que se identifica apenas como "A". As mensagens trazem de volta segredos que só Alison saberia, e que podem alterar o curso das vidas das quatro garotas. E assim segue o livro... A cada mensagem de "A" você fica mais curioso e mais intrigado, enquanto descobre o presente e o passado conturbado dessas meninas.

A leitura entretém muito bem, mas não curti o vocabulário, que é bem mais pesado que o da série de TV. Apesar disso, eu não acho que seja apelativo; acho que a intenção foi criar esse ambiente corrompido que envolve drogas, sexo e bebedeira, mesmo que, na maioria das vezes, de forma bem estúpida. A série de TV ganha por ser mais equilibrada nesse sentido. Mas esse ainda é o primeiro de outros oito livros! A Rocco já anunciou que o segundo já está planejado para chegar no Brasil ainda no primeiro semestre de 2011.

E então vamos ao sorteio! Para participar basta publicar a seguinte frase no Twitter:


Quero o livro Maldosas - Pretty Little Liars que o @gabrielcs, do #musicatvetc, vai sortear! http://migre.me/3t2TE

- Atenção para as regras:
• Você deve residir no Brasil;
 Seguir @gabrielcs;
• Seguir o blog Música TV, Etc. (ali na seção "Passam por aqui" na barra da direita);
• Siga também @editorarocco;
- Você pode tuitar quantas vezes quiser.
- O livro será enviado em até 30 dias depois do anúncio do resultado.

- Sorteio realizado no dia 25/01/2011 
A ganhadora foi @larissaplopes. Parabéns! Link do sorteio: http://sorteie.me/1CvY41

Desde já, agradeço à Rocco pela parceria! Boa sorte para todos!