1 de jul de 2010

Análise: Claudia Leitte - As Máscaras


É com  "As Máscaras" que Claudia Leitte dá início de verdade à sua carreira solo. O álbum "Ao Vivo em Copacabana" já não leva o nome da sua ex-banda Babado Novo, mas é nesse mais novo CD que a cantora mostra a que veio. O álbum tem 14 faixas, entre estas composições de Latino e Carlinhos Brown, e versões de músicas escritas e primeiramente interpretadas por Henrique Cerqueira.

O que mais se fala sobre esse lançamento é a mistura de ritmos ou o "afastamento do axé", e Claudia Leitte afirma que não abandonou o ritmo, mas que "As Máscaras" é eclético assim como o seu gosto musical. Vamos à análise das canções! Ah, quase me esqueço de uns comentários... A capa do CD foi escolhida pelos fãs entre estas duas opções:


E que capas, hein?! Um exagero de design, como se o autor estivesse utilizando tudo que aprendeu recentemente... Vixe! Mas até já me acostumei... O álbum vazou na internet (pra variar) bem antes do lançamento, e eu gostei porque estava bem ansioso pra ver o resultado, então vamos, finalmente, a ele (pela ordem das faixas):

As Máscaras, que dá nome ao disco, abre muito bem com seu axé-pop. A música foi lançada ano passado e foi o hit de Claudia Leitte para o carnaval deste ano. Ela tem uma energia gostosa e fala basicamente sobre se libertar, sentir a música e se deixar levar!

Famo$a é uma versão da música Billionaire do Travie McCoy (eu até vos informei sobre este lançamento nesse post aqui). Muitos têm reclamado, massacrado e desprezado essa versão, mas eu, particularmente, gostei; talvez porque não tinha ouvido a versão original antes (isso poderia mudar minha opinião drasticamente). Em Billionaire o cantor Bruno Mars ocupa o lugar da Claudia Leitte em Famo$a, mas as falas do Travie estão presentes nas duas. A letra fala de uma mulher indecidida entre seguir sua carreira rumo à fama ou construir uma família com o homem que ama, tem citações do Big Brother Brasil, Jô Soares e Hebe Camargo, ficando bem "abrasileirada".

Trilhos Fortes e Paixão têm uma melodia agradável ao som da percussão bem reggae, seguem com ritmos mais suaves e lentos. A primeira fala sobre fé e seguir em frente e a segunda sobre uma paixão fervorosa.

Negou o Nagô traz de volta um ritmo mais animado do axé para o CD. Eu gostei da harmonia da música e da letra engraçada sobre um cara que nega o nagô, sua raça, sua cor dando luzes no cabelo pra esquecer uma paixão. Está entre as melhores.

Sincera? Sinceramente é uma chatice. Foi composta pelo Latino (tá explicado!) e parece que foi feita pra o funk, imagino a Perlla interpretando... Tem ritmo saturado, letra boba e é um erro no álbum.

Don Juan tem a participação do cantor Belo e é uma música de Henrique Cerqueira (da antiga Pimentas do Reino e autor de "Pensando Em Você"). Nela o indivíduo revela sua paixão por uma amiga, mostrando que quer mais que amizade. Não acho legal essas regravações... ficou bonita, mas vejo como uma tentativa de sucesso com o que já é sucesso. No final é a Claudia que leva todo o "mérito" pela música, quando muita gente já a conhecia na voz do Henrique.

Flores pra Favela é tão boa quanto Negou o Nagô, e vejo as mesmas qualidades nas duas, de harmonia entre música e letra e jogos fonéticos. Mas esta tem um ritmo mais leve, mais suave e gostoso, com toques de gaita... muito boa! A letra expressa a confusão, a delícia e tudo que uma paixão deixou na cabeça do indivíduo, que passa a ver sua amada em tudo.

Água, Xô Perua e Ruas Encantadas não me atraíram. Tem letras e melodia fracas... Talvez funcionem em versões ao vivo no próximo DVD.

Faz Um foi composta por Carlinhos Brown e fala do orgulho do brasileiro pelo futebol. Tem ritmo legal e letra curta e bacana. No ano da copa se encaixa muito bem. "Meu grito de guerra é o grito de gol! Faz um, mais um!" Sim, queremos gol! Gostei. Se encaixaria muito bem em campanhas, comerciais...

Dum Dum é uma mistura de reggae com efeitos sonoros digitais. É legal, mas fica saturada se você escutar o álbum do começo ao fim. Então não faça isso, escute-a fora de ordem! "Dum dum, dum dum, pra sempre vou te amar..."

Crime é outra composição de Henrique Cerqueira. Música e letra belíssimas, caiu bem na voz da Claudia, mas tenho a mesma opinião que dei em Don Juan sobre regravá-la. "E se amar você é um crime eu aceito a sentença, porque amar você é um crime, é um crime que compensa!" Não sei se encerra bem o álbum; penso que ele deveria terminar com uma música mais animada.

Dou uma nota 7 para o álbum, numa escala de 0 a 10.
Melhores faixas pela ordem do disco: As Máscaras, Famo$a, Trilhos Fortes, Negou o Nagô, Don Juan, Flores pra Favela e Crime.

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